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Aluno do Sinodal é único medalhista gaúcho no nível 2 da Olimpíada Brasileira de Matemática

O estudante do Sinodal Portão, Felipe Mentz, 15 anos, conquistou a medalha de bronze na última etapa da Olimpíada Brasileira de Matemática, competição organizada pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), em parceria com a Sociedade Brasileira de Matemática. No nível 2 (alunos de 8º e 9º anos), Felipe foi o único representante do Rio Grande do Sul e da região Sul do Brasil a receber uma medalha. Os resultados foram divulgados na última sexta-feira pelo site http://www.obm.org.br/2017/12/22/olimpiada-brasileira-de-matematica-divulga-vencedores-de-2017.

A competição é considerada a mais tradicional olimpíada científica do Brasil e, neste ano, teve na última etapa 1,2 mil participantes dos ensinos fundamental, médio e universitário. Os medalhistas são convidados a participar da 21ª Semana Olímpica, entre 22 e 28 de janeiro de 2018, em Maceió, Alagoas. A competição foi criada em 1979.

Felipe conta que participa da Olimpíada desde 2014, quando ainda estava no sexto ano do fundamental, estimulado pela sua professora da época, Dafne Atz. “Em 2015, quando ainda estava no nível 1 (6° e 7° anos), eu fiquei em 15°, medalha de prata. Esse ano, no nível 2 (8° e 9°) com medalha de bronze. Estou muito feliz com o resultado, pois o nível 2 exige bem mais e eu não tenho treinamento específico para olimpíada”, conta Mentz.

Mas não foi nada fácil conciliar a rotina em 2017, diz Mentz, que também é atleta e frequente medalhista da equipe de Atletismo do Sinodal. “Além dos treinos de atletismo, eu ainda faço natação, tênis, vôlei, alemão e teatro, e o pouco tempo livre que me sobra é destinado à matemática e lazer”, diz.

Apesar da rotina parecer pesada, Matemática pra Felipe não é uma tarefa árdua. “Desde pequeno, sempre gostei de matemática, lógica, desafios e coisas assim, e essa paixão só foi crescendo conforme eu ia descobrindo a imensidão dessa área e portas iam se abrindo. Os professores que mais me ajudaram nessa trajetória foram a Dafne Atz, o Daniel Ânderson Müller, meu atual professor, que sempre me tira dúvidas e me apoia bastante, e o Rogério Steffenon, que além de me ajudar muito em termos de conteúdo é um baita exemplo”, afirma.

Sobre a ida a Maceió para receber a Medalha, Felipe ainda não tem definição se conseguirá ir porque o custo do deslocamento não é coberto pela Olimpíada. Mas, independente disso, ele já se prepara para o próximo desafio, que será enfrentar o nível 3 da competição, com alunos do Ensino Médio. “Tenho certeza de que vai ser bem mais difícil, principalmente porque estarei no primeiro ano. Então, pretendo me dedicar bastante para que venham novos bons resultados.”

Nasa ou Google?

Sobre o futuro, Mentz tem planos de seguir com o esporte e a matemática, conciliados com sua futura carreira profissional. “Já recebi proposta de bolsa para estudar em Fortaleza, onde a matemática olímpica é muito forte. Acho que meu principal sonho é conseguir manter o esporte e a matemática conciliados na minha futura vida profissional. Eu considero bastante a ideia de cursar faculdade com bolsa de atleta. Mas como eu disse, nada é certo, ainda tem muita água pra rolar. Acho importante sonhar alto. Quem sabe um dia trabalhar na Nasa ou Google. E ser atleta nas horas vagas”, revela, com ambição.