• Rua Porto Alegre, 366, Bairro Estação, Portão
  • (51) 3562-5573
  • portao@sinodal.com.br

Palavra do Diretor

 
Prof. Ivan Renner
Diretor Geral do Colégio Sinodal

 

Como tudo termina, e como tudo inicia? Aqui, no Sinodal, nada para, tudo continua no período das férias...

É indispensável dizer que o fim de um ano e o início de outro sempre são momentos importantes, que geram movimentos, muitas vezes, preocupantes e/ou ocupantes na vida das pessoas. Em geral, balanços e projeções são feitos. O mesmo ocorre também com as instituições. Por isso, numa escola, não é diferente. Portanto, estamos em meio a um momento de avaliar processos, de renovar esperanças e de vislumbrar novos horizontes. Enfim, uma nova caminhada e um novo ano letivo estão batendo à porta!

Desde o final de dezembro, quando saíram os alunos e os professores para as férias, iniciou-se, no Sinodal, nas suas duas unidades, de São Leopoldo e de Portão, um verdadeiro mutirão de obras. De fato, são todos os tipos de reformas e de construções, das mais simples até as ampliações de estruturas físicas. Tudo para quê? Para que o Sinodal sempre esteja atualizado, dando, assim, a seus alunos e a seus professores todas as condições para um ensino e um aprendizado qualificados.

As primeiras semanas do ano letivo, em fevereiro, sempre são marcadas por um intensivo seminário preparatório, de 4 a 5 dias, para todo o corpo docente. Depois, vem todo o acolhimento aos alunos novos e àqueles que nem são mais tão novos.

É dispensável dizer que, a partir daí, as responsabilidades novamente se dividem. Por um lado, temos o colégio, com o seu quadro diretivo e pedagógico, professores e funcionários; e, de outro, o quadro dos alunos e seus familiares. Esses dois segmentos são essenciais na engrenagem educacional do Sinodal. Eles são interdependentes e, por isso mesmo, quanto mais interagirem, melhor! Um existe por causa do outro. Há, portanto, um verdadeiro entrelaçamento de interesses e de necessidades.

É também tácito dizer que ser escola de qualidade, para poder atender mais e melhor o nosso alunado, é o que nos move em cada novo ano. Isso só conseguimos com um time de professores bem qualificados, integrados na Proposta Pedagógica do colégio e dispostos a atender e a compreender as dificuldades e as aspirações dos alunos, para motivá-los e exigir deles o que deles se espera, de acordo com sua faixa de desenvolvimento psicoeducacional.

Assim, queremos desenvolver a nossa tarefa, durante o ano de 2018, como sempre o fizemos, engajados e irmanados: escola e família!

 

“Educando para a liderança” em tempos de crise e incertezas

Essa tem sido a frase-mote do Sinodal desde a sua fundação. Contudo, durante alguns anos, mudamos para “Referência em Educação”. Porém, há 3 anos, em 2016, quando do festejo dos 80 anos, voltamos ao lema original.

O que faz um líder? Ele estimula o melhor de cada um. Ele é aquele que aproxima, que equilibra, que apoia, que desafia, que se coloca no tête-à-tête, que cuida, que enaltece, que constitui e mantém uma equipe, que corrige, que não tem medo de errar, que não humilha e sabe colocar para cima, aproveitando o melhor de seu liderado. Em síntese: é aquele que, com o seu time, procura ser proativo para atingir os desafios postos e que, como se diz, “vive e faz viver”.

E o professor, como líder e, portanto, como referência, é aquele que, sobretudo, ajuda o aluno a pensar.

Nesse ínterim, vale lembrar Paulo Freire, quando dizia: “Todo professor marca o aluno para sempre”.

Hoje vivemos numa época onde todos nós estamos acelerados e entediados para lá da conta, o que nos leva a grandes incertezas. Nesse momento, o professor deve motivar os seus alunos a olharem para valores e princípios. Importante é dizer que princípios e valores não podem ser inventados, criados ou destruídos de uma hora para outra; porém, podem ser modificados, sobretudo, nesse “mundo líquido”, segundo Bauman. Eles são repassados de gerações em gerações e, dessa forma, perpassam o tempo e o espaço, fazendo parte de uma certa perenização. A vida, por exemplo, é um valor, aliás, um dos maiores que alguém pode receber; e, curiosamente, é de graça. A propósito, as melhores coisas da vida são de graça – a amizade, o amor, a solidariedade, a companhia, o abraço, a gentileza, a boa ação, etc.

Porém, em meio a tudo isso, a pergunta reflexiva que um professor que acompanha pari passu com seus alunos sempre deveria fazer é:

- Para onde e como estamos indo?

Essa não deixa de ser uma reflexão ética, porque envolve o modo como nós vemos o mundo e o outro, que está ou não ao nosso lado.

Mas, em meio a isso... se ocorrerem crises, o que dizer aos alunos?

Não querendo ser masoquista, isso necessariamente não precisa ser ruim, pode até ser bom, porque a crise é capaz de nos desalojar e nos impulsionar para uma solução, mesmo que seja precária e frágil. Em outras palavras; crises nos colocam em movimento e nos fazem criar, por isso nos ensinam bastante.

O Padre Zeca de Mello, no Congresso do Sinepe, do qual vários professores e coordenadores do Sinodal participaram, em julho de 2017, disse-nos que “a crise é uma pedagoga austera, que geralmente nos permite, nos promete algo e nos dá oportunidades de lucidez”. E acrescenta: “Não há vida sem crise, ela edifica e evita o pior. O pior, mesmo, é viver na ilusão de que tudo está certo.  Isso leva para uma vida amorfa e superficial. Como se diz, o conforto pode nos levar à idiotice, e um filho mimado, à imbecilidade.  Porém, as crianças de hoje em dia podem nos ensinar muito. Elas ousam, criam, fantasiam e se arriscam. Nós fomos criados para bem obedecer e dar sempre respostas certas”.

Nesse contexto, ajuda-nos a frase de Ruben Alves: “O olho esperto é o olho das ideias”.

 

Inteligência Emocional, um diferencial a ser desenvolvido mais e mais

Andando por essa esteira, deve se dizer que é cada vez mais difícil afirmar que existe criação ou inovação de forma solitária. Hoje o que manda é a colaboração. Por isso, engajamento cooperativo vale mais do que valores novos, a inteligência emocional ocupa, cada vez mais, um papel preponderante. No nosso dia a dia, vemos muitas pessoas bem inteligentes, cognitivamente falando; porém, no engajamento grupal, mostram-se analfabetos emocionais. As pessoas com inteligência emocional conseguem fazer com que o pensamento também passe pelo coração e, assim, conseguem não reagir imediatamente, de forma impulsiva e extemporânea, agem ou reagem mais humanamente, se é que a gente poderia dizer assim.

É desnecessário dizer que a inteligência emocional não cai do céu e não se incorpora em nós de forma instantânea, quando achamos que devemos “instalá-la”. Ela é uma virtude que precisa ser ensinada e desenvolvida desde, e principalmente, os primeiros anos de vida.

Desse modo, importa que nós, como Colégio Sinodal, que se fundamenta em princípios humanitários e cristãos, nos deixemos, mais e mais, inspirar. Assim, poderemos inspirar nossos alunos, desde a Educação Infantil até o Ensino Médio, com a poesia, a arte, a literatura, o teatro, a espiritualidade, para compreender o intangível e aprender a pedir como o menino que pede a seu pai, no livro de Eduardo Galeano:

- “Pai, me ajuda a ver o mar”.

 

Em meio a tudo isso, o Sinodal de novo em 1º no Enem/RS, entre as particulares

Ainda caminhando nessa direção... - Não quero fazê-lo por vaidade, mas pela necessidade de registro - Eu preciso mencionar que nós, Colégio Sinodal, tanto Unidade de São Leopoldo, como de Portão, mais uma vez, estivemos ponteando as melhores colocações no Enem/RS, entre as escolas particulares gaúchas.

O Sinodal de Portão obteve o 10º lugar. Diga-se, de passagem, que, em 9 anos de existência, além dessa muito boa colocação, já obteve um 7º lugar. Isso num contexto onde existem tantas escolas centenárias e de renome em todo o Estado.  O Sinodal de São Leopoldo alcançou novamente o 1º lugar. Digo novamente, porque, dessa vez, foi a 4ª em que isso acontece. A pior colocação foi o 11º lugar. Isso faz com que o Sinodal seja a escola particular gaúcha com a melhor média. Um resultado tão positivo repetidamente mostra que o processo educacional é encorpado por uma qualidade já solidificada, mas que, digo e repito, precisa continuamente ser atualizado e melhorado, sempre mais.

Contudo, penso que deveríamos aproveitar a ocasião para enfatizarmos o desenvolvimento da inteligência emocional, como expressei anteriormente, porque ela será o grande diferencial de qualquer liderança, hoje já, mas, no futuro, ainda mais.

Podem anotar isso, assim como dois mais dois são quatro: Pessoas, além de boa capacidade cognitiva, com boa inteligência emocional, irão mais longe, daqui para frente, e farão, cada vez mais, a grande diferença em todas as áreas.

Isso não é profecia, é certeza!

 

Onde deveria começar o desenvolvimento básico para a formação da Inteligência Emocional?

Segundo Marcos Meier, Mestre em Educação e Psicólogo, de Curitiba/PR, a aprendizagem de uma criança só ocorre quando ela desenvolve a capacidade de percepção por meio dos 5 sentidos. E isso, ainda de acordo com ele, só acontece no momento em que desenvolve a sua capacidade de criar, de inovar, de experimentar, de construir, etc.

Em suma, como já sabemos, estamos falando da educação para a autonomia, que também está correlacionada com a própria inteligência emocional. Parece que são duas mãos de uma mesma via que vão na mesma direção.

Assim sendo, aqui, no Sinodal, é recorrente a solicitação das Coordenações para que os professores mudem continuamente a sua metodologia de dar aula. Não é necessário dizer: “A oxigenação faz bem”.

Também não é de hoje a afirmação que “a pessoa, em geral, só muda quando a dor de permanecer for maior que a dor de mudar”. Quem sabe é por isso que muita gente tem dificuldades em mudar. Percebo, no entanto, que esse não é o nosso caso, pois o corpo docente do Sinodal é motivado permanentemente a refletir sobre isso, durante o ano, por meio de atualizações e de leituras atinentes.

Contudo, quando se fala de desenvolvimento da Inteligência Emocional, o nascedouro, necessariamente, tem que ser a Educação Infantil. É lá que deve se desenvolver a base de tudo! Usar os 5 sentidos com experiências e mais experiências para que a criança crie a capacidade de percepção, eis a questão.

Então, tudo isso criará que base? A base para o desenvolvimento cognitivo e emocional.

Penso que isso já está claro para todos nós, porém importa novamente grifar com letras maiúsculas.

Segundo o mesmo educador e psicólogo: “As crianças precisam aprender a controlar as emoções; do contrário, tornam-se jovens e adultos imaturos, irresponsáveis e inconsequentes. Em resumo, a gente faz a criança ser alfabetizada emocionalmente com estes três passos: identificação, expressão e controle. E como fazer isso? Com carinho, acolhimento, afeto e autoridade”.

Ou, em outras palavras:

“Uma educação de qualidade tem que ter balança com dois pratos. Num prato, você coloca afeto, carinho, acolhimento, compreensão, elogios, construção de vínculos. No outro prato, dispõe a autoridade”.

E aí, qual será o resultado? O colégio terá bons resultados e os alunos sairão com muito boa e completa formação.

 

Gentilezas e boas ações como hábitos...  Será que é possível?

Gostaria de relatar agora um fato verdadeiro, que mencionei na formatura dos alunos, em dezembro p. p., referente ao ensino de valores, que, de uma ou de outra forma, se encaixa na reflexão até agora.

Todos nós já ouvimos falar dos Monges do Tibet. Talvez nem todos saibam que, no Himalaia, também vivem monges. Eles são chamados de Monges do Sivana. Nos últimos meses do ano passado, li um livro sobre eles. Muito interessante. Eles, com os seus hábitos saudáveis, comumente chegam à idade de 120 anos. Porém, um dos seus hábitos mais interessantes diz respeito à educação de seus filhos. Eles, os pais, antes de os filhos dormirem, se reúnem com eles e perguntam se, durante o dia, praticaram, ao menos, uma gentileza ou boa ação. Caso um deles tenha esquecido de praticar esse hábito, os pais solicitam a eles que, antes de dormir, ainda o façam. Por quê? Porque acreditam que, pela repetição contínua e permanente, as boas atitudes se transformam em bons hábitos e depois elas são praticadas pela vida inteira. Aliás, também dizem que uma atitude vira hábito após 21 a 30 dias, quando repetida todos os dias.

Vendo assim, parece que tudo é muito fácil e simples. Na realidade, quase tudo é muito fácil e simples, desde que os pais e os professores sejam presentes e convictos do que fazem e ensinam.

Num outro livro, A arte de ser leve, de Leila Ferreira, é relatado que, numa escola de Bremen, na Alemanha, alunos do 5º ano assistem semanalmente à disciplina de “Trato, Modos e Conduta”. Na sala de aula, os alunos são apresentados às regras básicas de comportamento e treinam o uso de expressões como “com licença” e “obrigado”.

Sobre o fato, o presidente da Confederação dos Empresários da Alemanha disse que “muitos jovens chegam às empresas com excelente capacidade técnica, mas não conseguem interagir de forma civilizada”.

Porém, mais adiante, ele mostra o outro lado, dizendo que também há jovens que se esforçam para encolher o “eu”, que a nossa cultura inflou, e muitos prestam mais atenção no bem-estar alheio.

Por fim, vale repetir o editorial da última revista Sinais do Sinodal, dezembro/17, onde descrevo sobre, quem sabe, o maior passo da história do Sinodal, desde a sua fundação:

Duplo Twist Carpado

Todos nós certamente nos lembramos do grande salto de nossa ginasta gaúcha, Daiane dos Santos, quando, em 2003, no Mundial de Ginástica, em Anaheim, na Califórnia, EUA, sob os acordes do ‘Brasileirinho’, extasiou o mundo inteiro com o seu salto impecável, sagrando-se campeã mundial na Ginástica Olímpica Artística de Solo.

O maior salto da história do Sinodal, agora figurativamente falando, desde a sua inauguração, em 1936, tinha sido a construção e a inauguração, em 2009, da Unidade do Sinodal, em Portão”.

Porém, ocorreu, em 14 de julho de 2017, a assinatura do Acordo de Assunção entre J&L Prado e Sinodal, através do qual o Sinodal recebeu a doação de uma área de 37.759,15 m2, quase 4 hectares (o correspondente a cerca de 4 campos de futebol), para nela construir uma Unidade de Ensino, em outras palavras, o Colégio Sinodal Prado/Gravataí. Esse fato, sem falsa modéstia, para a nossa alegria e desafio, passou a ser o nosso Duplo Twist Carpado.

Os meios de comunicação já divulgaram isso fartamente. Por isso, com certeza, já devem ter ouvido algo a respeito.  No entanto, sempre vale a pena ressaltar e comunicar mais alguns detalhes:

  1. O empreendimento, denominado Prado, localiza-se em Gravataí, do lado direito da GM, na Freeway, de quem se dirige para a praia. Lá já existe o Condomínio Paragem dos Verdes Campos, com mais de 500 casas. Ao seu lado, surgirá, então, até 2021, o Condomínio dos Álamos/Prado para mais de 270 casas.  Depois, mais três outros condomínios estarão sendo planejados. Assim, quando todas as fases do empreendimento estiverem concluídas, estima-se que mais de 15 mil pessoas morarão e viverão nesses 350 ha, com bairros multiuso, num conceito de bairro-cidade, afastados dos grandes centros, onde o morador poderá se sentir integrado à natureza, sem prejudicar a dinâmica do seu cotidiano. Ali ele poderá morar, trabalhar, estudar e ter atividades de lazer. Tudo isso, é dispensável dizer, com segurança, qualidade de vida, desenvolvimento econômico equilibrado e preservação do meio ambiente.
  2. A pergunta e, provavelmente, a já consequente resposta que pairou na cabeça dos investidores foi: “Se a natureza é sábia, imagina com uma escola de qualidade junto dela?”. Isso fez com que chegassem até nós, dizendo: “Nós gostaríamos de ter o Sinodal conosco”. Então, após inúmeras reuniões, sobretudo com o Conselho Escolar, e depois de estudar a contento todos os meandros e vírgulas da grandiosidade do projeto, resolvemos, em dois meses – de 14 de maio até 14 de julho -, assinar o contrato e, assim, assumir esse tremendo desafio.
  3. Quais as fases para a construção da Unidade do Sinodal Prado/Gravataí?
    1. 2017 e 2018 – Planejamento, fachada, projeto arquitetônico, etc.
    2. 2019 – 2020 – Construção, organização do espaço escolar (definição da tecnologia, dos ambientes educacionais, dos materiais didáticos desejados, etc.), contratação do corpo docente e funcional, captação do corpo discente e tudo mais que será necessário para uma adequada e qualificada atividade educacional a partir do início de 2021.
    3.  Final de 2020 – Inauguração do novo prédio.
    4. 2021 – Início do Ano Letivo de 2021.

Finalizando e considerando o contexto de tudo que foi abordado, gostaria de registrar uma palavra, de que gosto muito, de Lurdes Caron:

“A realização do ser humano se dá no desenvolvimento e nas relações que estabelece. Depende da maneira como administra o seu tempo para desenvolver o seu projeto de vida, escolhendo caminhos, atividades e valores com os quais gasta sua preciosa vida”.

Desejo que a bênção de nosso bom Deus continue sobre nós, fortalecendo-nos e iluminando-nos com a sua suprema sabedoria, a fim de que as nossas ideias e os nossos planos possam ser colocados em ação durante o ano de 2018 e os seguintes, para o bem daqueles que Ele nos confia, pois, em Prov. 22.6, está explicitada a nossa tarefa:

“Ensina a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando velho não se desviará dele”.

 

Prof. Me. Ivan Renner

Diretor Geral